A proposta localizada na favela da Rocinha (Rio de Janeiro, Brasil) corresponde diretamente às necessidades espaciais e a falta de superfícies passivem de serem habitadas.

A edificação pretende manter a diversidade de eventos gerados pela favela em seus pequenos espaços intersticiais. Decorrente deste fato o edifício molda-se espontaneamente na mistura de espaços ricos e sustentáveis. A vivacidade espacial da edificação provém da grande quantidade de funções e moradores, os quais poderão ter a possibilidade de chegar e habitar o edifício. A edificação se formaria gradativamente, decorrente da demanda e do translado dos então moradores da rocinha. Com isso seria possível livrar o solo e transformá-lo uma vez mais em floresta atlântica.

Pobreza, fome, discriminação, realidade vivida.

Experiência de vida.

Direito constitucional porem não real de uma moradia, de uma dignidade ao ser humano. De que forma seria possível associar falta de espaço habitável e uma enorme quantidade de pessoas na periferia de uma das maiores cidades do país? Como, através da arquitetura criar possibilidades de enriquecimento, aprendizado para quem ainda briga por um dia de sobrevivência no caos?

Diferença entre espião vivido e espaço projetado. Diferenças de ocupação do espaço e previas definições e regimentos para uma suposta organização. A organização dentro de uma favela se assemelha a uma disputa por sobrevivência onde a forca, seja ela política ou física, aliada com o baixo orçamento cria espaços de enorme inocência, espaços humanos ao extremo, um exemplo de arquitetura viva nada de erros ou acertos e sim uma enorme gama de diferenças. Pluralidade. Experiências. Cultura.

As circulações verticais exploram as diversas possibilidades de chegada, levando os usuários de um espaço de transição para outro. As circulações verticais sempre possuem como partida e chegada um espaço de interação, espaço criador de convivência. A edificação é provida por uma circulação principal e diversas circulações verticais secundárias. Hierarquia estabelecida na circulação vertical, principal, ligamentos, secundarias, múltiplas possibilidades. As circulações verticais secundárias funcionam como elementos transitivos locais, misturando os usos e promovendo contato.

A edificação atinge mais de 500m de altura e possibilitaria habitação para milhares de pessoas.

Os usos educacionais e comerciais surgem para suprir a falta existente hoje na rocinha, agregando serviço, atraindo a habitação e permanência. Suas fachadas seguem diferentes e determinadas tipologias, porém essas não aplicadas ao uso, mas sim ao espaço e a memória coletiva.

Espaços intersticiais são os espaços vivos das favelas, pela falta de espaço privado e pela grande densidade os encontros forçados ocorrem nas ruas, o limite entre público privado se torna invisível e praticamente inexistente, porem não se torna um problema pela cultura de miscigenação. O multi-espaço torna-se a praça de encontro da comunidade local. Assim, esse espaço é conseqüência do processo particular, de um espaço de diferença, uma condição do entre.

Project conducted for the 2009 eVOLO skyscraper competition.

The proposal located in the Rocinha slum (Rio de Janeiro, Brazil) is directly related to space needs and the lack of habitable land.The building wants to maintain the diversity of events generated by the ìfavelaî in its interstitial spaces. Resulting from this fact the building is shaped spontaneously in a rich mixture of sustainable spaces. The spatial liveliness of the building comes from the large number of functions and users, who may be able to live in the building in a quickly way. The building will be build gradually, according to the demand and the transfer of the Rocinha¥s residents. Within this act, the ground could be freed and reverted once again in the Atlantic forest.

Poverty, hunger, discrimination, lived reality.

Life experience.

Constitutional law but not a real statement of the living act, the dignity of a human being. In what way could we involve a lack of habitable space and a huge amount of people on the periphery of one of the largest cities in the country? How to create opportunities for enrichment and learning through architecture for those who still fight for a day of survival in the chaos?

Difference between living space and designed space. Differences in the use of the space and the previous definitions and regulations for a supposed organization. The organization in a slum is similar to a competition for survival, where the strength, be it political or physical, coupled with the low budget creates huge spaces of innocence, human spaces in the extreme, an example of architecture, not good or even bad but a huge range of differences. Plurality. Experiences. Culture.

Interstitial spaces are the living spaces of slums, this spaces are the consequence of the lack of private space and the high density, forcing the streets meetings, so the boundary between public and private becomes invisible, almost non-existent, but does not become a problem for the culture of miscegenation. The multi-space (the transition area) becomes the meeting place of the local community. Thus, this space is a consequence of the particular process, an area of difference, a condition in between.

The building of more than 500mt and will allow housing for thousands of people.

The vertical circulation explores some possibilities of arrival, leading the users from an area of transition to another. The vertical circulation always starts and stops in an interaction space, a huge living space. The building is provided by a major vertical circulation and various secondary circulations. Hierarchy established in the vertical movement, the principal, the generator of the multiple possibilities. The secondary vertical circulations act as a local transitive element, mixing the uses and promoting contact.

The educational and commercial uses appear to meet the lack existing today in Rocinha, adding service and attracting housing. Its facade follows some different typologies, but these do not apply to the use, but for a special character and for a collective memory.

status: concurso
equipe: Gustavo Utrabo, Juliano Monteiro, Pedro Duschenes e Thiago Valerio
localização: Rio de Janeiro, Brasil / Nova York, EUA
cliente: eVolo09
ano do projeto: 2008/2009