Os espaços construídos vão além de suas estruturas visíveis e funcionais. São essencialmente máquinas, máquinas de sentido, de sensação, que possibilitam uma singularização humana, liberadora da subjetividade individual e coletiva em uma contínua transformação do conhecimento.

A alteração da edificação existente ocorre pela adição em sua forma tipológica, num continuo do existente e num desdobramento da cota de seu pátio. O térreo desdobra-se em sua cota inferior, possibilitando a conexão física entre auditório e biblioteca, um foyer aberto contíguo visualmente à cantina.

A cantina, local de encontro entre docentes e alunos, é a função programática que ocupa o térreo e configura a transição entre o aditivo educacional, a biblioteca e o auditório. Os dois últimos, por sua vez, encontram-se abaixo do nível do pátio,  possibilitando uma independência construtiva assim como maior clareza funcional. O Auditório conecta-se, também, com a edificação de 1908 em sua cota mais inferior, viabilizando um acesso secundário para ocasiões especiais. A biblioteca, oposta ao auditório, abre-se para o pátio inferior e recebe iluminação indireta através de sheds sob bancos dispostos no pátio principal. A área administrativa está inteiramente no antigo ginásio Maristinha, perto de seu acesso existente. Utilizou-se o pé direito maior para a integração da área administrativa na edificação existente com uma reformulação da fachada.

status: concurso | 2o  Colocado

Autores: Gustavo Utrabo, Juliano Monteiro, Pedro Duschenes.

Colaboradores: Mathilde Poupart, Lucille Daunay, Sebastian Huth, Marcela Furtado, Lucas Issey Kodama, Arq. Ernesto Bueno

consultor: Eng. Ricardo Dias (estrutural)

área construída: 3.800 m2
localização: Santana do Livramento – Brasil
ano do projeto:2011

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