A reflexão é uma repetição pervertida. Distorce, inverte e multiplica o espaço circundante embaraçando referenciais de localização. Um espaço composto por elementos refletivos é, portanto, um espaço de limites nublados: dentro, fora, longe, perto, frente, costas, único, múltiplo, real, reflexo. No campus universitário, cuja configuração busca a otimização e legibilidade a partir da repetição de respostas e signos pré-estabelecidos, surge a possibilidade de um espaço singular onde esta mesma repetição multiplica-se exponencialmente de maneira a materializar-se como objeto que ao mesmo tempo influencia e é influenciado por um local específico. Há, no entanto um elemento ainda mais importante a se considerar, aquele que ativa e dá significado aos objetos: o usuário/observador. Ao contrário de um mero espectador passivo, é o observador quem compõe a obra, através de seu posicionamento e de seu movimento no espaço. Tal movimento é, ainda, ‘refletido’ por objetos que “dançam” conforme a passagem dos transeuntes e os acusa de serem eles, também, atores em uma realidade múltipla, dinâmica e interconectada. 

      

 

Técnica: aço, aço inox, elementos para automação

Local: Universidade Positivo ( R. Prof. Viriato Parigot de Souza, 5300 – Cidade Industrial – Curitiba – PR )

Ano: 2012

Área aproximada: 100m2

concepção: Atelier UM+D (Gustavo Utrabo, Juliano Monteiro, Pedro Duschenes, Ernesto Bueno, Lucas Issey, Hugo Loss, Mathilde Poupart, Lucille Daunay, Sabine Meister)

Projeto estrutural: Ricardo Dias

Projeto de automação: Fernando Marins

Produção cultural: Wellington Guitti

Execução da estrutura metálica: Bronx

Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade positivo

Colaboradores: Profa. Gisele Pinna, Prof. Adriano Dorigo, Prof. Alexandre Ruiz e Prof. Haraldo Freudenberg

Alunos: Bruna Fabre, Eduardo Witt, Gabriela Casagrande, Marcelo Loro e Marcela Furtado

Incentivo

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