A continuidade nos transforma, nos modifica, assim como nos habita. O céu e a terra fundem-se na morada angolana, com seus diversos circuitos e eventos abertos para um ideal ainda não presenciado. A relação criada é a fusão entre pátio/pavilhão nos diversos níveis e escalas, partindo de dentro da morada passando pela solução urbana. Ao invés de atribuir rigidez a casa permite permeabilidade, passeio flúido, integrando a relação entre pátios, através do pavilhão. Multifuncionalidade agregada a circulação continua deixando de disponibilizar área especifica para transito e possibilitando uma flexibilidade de layout e número de usuários. Decorrente de uma necessidade multifuncional e um tecido urbano com características de espraiamento e dificuldades de locomoção e de criar locais de vizinhança e comunidade a casa recebe de inicio 3 gerações. A partir de uma possibilidade de uma 4a geração explora-se uma expansão direcionada, casa sem rigidez, de forma cíclica e através da organização desta, ela permite mutações para se adequar a uma necessidade de serviço, mais uma geração de transição, entre outras. Focada na autoconstrução se priorizou uma modulação de bloco de concreto pré-fabricado onde repousa uma estrutura de madeira para receber a cobertura de zinco. O pátio trabalha em simbiose com o pavilhão, fornece abastecimento de água pluvial, gerando uma área para agricultura de subsistência, trazendo luz para o interior da edificação e representando uma respiro no ciclo de ventilação cruzada. Continuity transform us, changes us, even as inhabit us. Sky and earth merge into the Angola´s dwelling, with its various circuits and events opened to ideals not yet witnessed. This merge sculpts shelter into a symbiotic relation. This relation is a fusion of patio / pavilion in different levels and scales, from within the home through the urban proposal. Multifunctionality aggregated to the continuous circulation does not provide a specific area for transiting, but allows flexibility of will and need. Instead of assigning rigidity to the home, it allows permeability, fluid promenade, integrating the relationship between patios, through the pavilion. Home without constrains. It is through the cyclic form of organization of a possible expansion it allows mutations to suit a need for service/commercial spaces, plus a transitional generation, among any other needs. Focused in the self construction, the priority is to use a modulation of blocks of precast concrete, which on top of it rests a wood structure with zinc tiles, that can be build without any specific building skills. The patio works in symbiosis with the pavilion, providing rainwater supply, gestating an area for subsistence crop, bringing light into the building and representing a breather in the cycle of cross ventilation. status: concurso equipe: Gustavo Utrabo, Juliano Monteiro e Lucas Issey localização: Luanda, Angola cliente: Bienal de Lisboa ano do projeto: 2010

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